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Déficit em produtos químicos aumentou 160%

17 de janeiro de 2011

Déficit em produtos químicos aumentou 160% em cinco anos

O déficit na balança comercial brasileira de produtos químicos foi superior a US$ 20,6 bilhões em 2010. É o segundo maior da história. Esse valor só foi superado em 2008, ano em que o déficit chegou a US$ 23,2 bilhões. “Nos últimos cinco anos, o déficit em produtos químicos cresceu 160,8%, ou 21,13% ao ano”, destaca o presidente executivo da Abiquim, Eduardo José Bernini. Ele observa que o crescimento econômico do País, as obras do PAC e os preparativos para a Copa do Mundo de Futebol e para as Olimpíadas aumentarão a demanda por produtos químicos, o que poderá elevar significativamente o déficit setorial nos próximos anos.

Bernini ressalta que o Pacto Nacional da Indústria Química, estudo entregue ao governo pela Abiquim, estima um potencial de investimentos no setor de US$ 167 bilhões até 2020. “É necessário estimular a realização desses investimentos, o que possibilitaria o atendimento à demanda interna, a recuperação do déficit comercial, o desenvolvimento de uma indústria química de base renovável, a agregação de valor às matérias-primas a serem extraídas do pré-sal e o aumento dos investimentos em inovação, algo fundamental para garantir o crescimento sustentável do País”. As medidas esperadas pela indústria química como estímulo aos investimentos são a garantia do fornecimento de matérias-primas competitivas em preço, disponibilidade de volume e prazos estabelecidos em contratos, a solução de distorções tributárias e a melhoria da infraestrutura logística.

Os produtos químicos, ao lado de máquinas e equipamentos e materiais elétricos e de comunicação, respondem por um dos maiores déficits setoriais do País. No ano passado, as importações de produtos químicos, de US$ 33,7 bilhões, representaram 18,58% dos US$ 181,7 bilhões em compras externas realizadas pelo País. As vendas externas somaram US$ 13,1 bilhões, o equivalente a 6,48% do total de US$ 201,9 bilhões exportados pelo Brasil. Em relação a 2009, as importações cresceram 29,1% e as exportações aumentaram 25,3%.

Fonte: Retirado do site da Abiquim.

Preocupação na Abiquim e Abiplast

2 de setembro de 2010

Maior concorrência externa preocupa Abiquim e Abiplast.

O forte avanço das importações causa preocupação em alguns setores importantes da economia, embora não seja um movimento generalizado. Por enquanto, o principal efeito é impedir um crescimento mais forte da produção local, que ainda avança bastante, mas a um ritmo inferior do que poderia caso as compras externas subissem menos. É o caso de segmentos como o de produtos químicos, plásticos e até mesmo o automobilístico.

O presidente da Abiquim, Nelson Pereira dos Reis, diz que a alta das importações toma parte do mercado que poderia ser atendido pela produção doméstica. No primeiro semestre, a fabricação interna de produtos químicos cresceu 12%, mas o consumo aparente aumentou 19%. Segundo Reis, a alta de 36% das importações tem um grande peso para explicar por que o consumo aparente anda bem à frente da fabricação local. A queda de 14,5% das exportações também contribui para isso.

O presidente da Abiquim afirma que há um forte aumento de compras de insumos importados em setores como tratamento de couros, tintas em geral, cosméticos, produtos de limpeza e os ligados a colas e corantes. A indústria química também é afetada indiretamente pela elevação das importações de produtos acabados por seus clientes, observa Reis. Ele diz que há segmentos da indústria que operam próximos do limite da capacidade instalada, mas que mesmo assim a produção local poderia avançar mais se as compras externas fossem menos intensas. Para os próximos meses, espera uma atividade mais forte, em parte em função da sazonalidade, mais favorável no setor agrícola, por exemplo. As encomendas estão dentro do esperado, num nível bastante razoável. Poderiam ser maiores, porém, caso as importações não estivessem tão robustas, afirma Reis.

José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, tem análise semelhante. “O setor vai crescer 8% em relação a 2009, mas poderia crescer mais sem os importados.” Ele diz que desde junho o setor tem verificado clientes com altos estoques de insumos e a folga pode permitir às empresas comprar do exterior. “Como o estoque está alto e o real, valorizado, a preocupação é a ameaça dos importados no segundo semestre.” Segundo ele, durante o primeiro semestre os fabricantes do setor começavam o mês com 60% da produção contratada. Agora esse índice baixou para 30% a 40%.

No setor de papelão ondulado, a concorrência com importados não é uma fonte de preocupação, até porque há pouca compra de embalagens do exterior, diz o presidente da ABPO, Ricardo Trombini. Ele se mostra otimista quanto à atividade nos próximos meses, depois da acomodação ocorrida em junho e julho, e em parte de agosto. Segundo ele, a expectativa é de retomada mais forte da atividade a partir dos últimos 10 dias de agosto e principalmente em setembro, outubro e novembro. Ele diz que as encomendas estão dentro do esperado, indicando um bom momento para o setor.

Fonte: Valor Econômico

Importações de produtos químicos superam US$ 3 bilhões

6 de agosto de 2010

Importações de produtos químicos superam os US$ 3 bilhões em julho

As importações brasileiras de produtos químicos deram um salto de 17,6% em julho, na comparação com junho, e alcançaram o valor recorde no ano de US$ 3,044 bilhões. As exportações, de US$ 1,1 bilhão no mês, tiveram ligeiro crescimento de 4,2%. De janeiro a julho, as compras externas somaram cerca de US$ 18 bilhões, valor 33,4% superior ao do mesmo período de 2009, e as exportações chegaram a US$ 7,3 bilhões, o que representa crescimento de 32,1%, na mesma comparação. O déficit na balança comercial de produtos químicos, até julho, é de US$ 10,7 bilhões.

Os intermediários para fertilizantes foram os principais produtos químicos importados pelo País em julho. As compras desses produtos, de US$ 495,6 milhões no mês, cresceram 69,7% frente a junho. No acumulado do ano, o Brasil importou cerca de US$ 2,3 bilhões em intermediários para fertilizantes, 37,4% mais do que no mesmo período do ano passado. As
vendas externas de resinas termoplásticas, principal item da pauta de exportações químicas do País, tiveram incremento de 16,2% em julho, chegando a US$ 152,5 milhões. No acumulado do ano, as exportações de resinas somam mais de US$ 1 bilhão, com crescimento de 8,7% frente a igual período de 2009.

Os produtos químicos representaram 18,4% do total de US$ 97,6 bilhões de importações realizadas pelo País de janeiro a julho e por 6,8% do total das exportações brasileiras no período, que somaram US$ 106,9 bilhões.

Fonte: Abiquim

O ranking mundial do setor químico

7 de julho de 2010

Este artigo da Abiquim é bem interessante e, como se diz, “educativo”.

A indústria química brasileira, que faturou US$ 103,3 bilhões em 2009, passou a ocupar a oitava posição no ranking mundial do setor. Os Estados Unidos, com faturamento de US$ 674 bilhões, mantiveram o primeiro lugar, seguidos da China (US$ 635 bilhões).

Faturamento Mundial