Déficit em produtos químicos aumentou 160% em cinco anos
O déficit na balança comercial brasileira de produtos químicos foi superior a US$ 20,6 bilhões em 2010. É o segundo maior da história. Esse valor só foi superado em 2008, ano em que o déficit chegou a US$ 23,2 bilhões. “Nos últimos cinco anos, o déficit em produtos químicos cresceu 160,8%, ou 21,13% ao ano”, destaca o presidente executivo da Abiquim, Eduardo José Bernini. Ele observa que o crescimento econômico do País, as obras do PAC e os preparativos para a Copa do Mundo de Futebol e para as Olimpíadas aumentarão a demanda por produtos químicos, o que poderá elevar significativamente o déficit setorial nos próximos anos.
Bernini ressalta que o Pacto Nacional da Indústria Química, estudo entregue ao governo pela Abiquim, estima um potencial de investimentos no setor de US$ 167 bilhões até 2020. “É necessário estimular a realização desses investimentos, o que possibilitaria o atendimento à demanda interna, a recuperação do déficit comercial, o desenvolvimento de uma indústria química de base renovável, a agregação de valor às matérias-primas a serem extraídas do pré-sal e o aumento dos investimentos em inovação, algo fundamental para garantir o crescimento sustentável do País”. As medidas esperadas pela indústria química como estímulo aos investimentos são a garantia do fornecimento de matérias-primas competitivas em preço, disponibilidade de volume e prazos estabelecidos em contratos, a solução de distorções tributárias e a melhoria da infraestrutura logística.
Os produtos químicos, ao lado de máquinas e equipamentos e materiais elétricos e de comunicação, respondem por um dos maiores déficits setoriais do País. No ano passado, as importações de produtos químicos, de US$ 33,7 bilhões, representaram 18,58% dos US$ 181,7 bilhões em compras externas realizadas pelo País. As vendas externas somaram US$ 13,1 bilhões, o equivalente a 6,48% do total de US$ 201,9 bilhões exportados pelo Brasil. Em relação a 2009, as importações cresceram 29,1% e as exportações aumentaram 25,3%.
Fonte: Retirado do site da Abiquim.

O presidente da
José Ricardo Roriz Coelho, presidente da 
