Olá amigos leitores,
Estive lendo os nossos posts anteriores para cumprir com os compromissos e saber qual o assunto que ficamos devendo à vocês. Passando pelos posts do início de outubro, percebi que falamos bastante sobre a utilização da resina poliéster na construção de barcos. Então, para podermos encerrar o assunto, trataremos agora de um processo que facilita e muito a laminação de barcos.
O nosso foco hoje é o Processo de Infusão à Vácuo.
Fizemos uma pesquisa sobre o assunto. O resultado disso, vocês podem ver logo abaixo.
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“As muitas e trabalhosas fases de um processo de laminação convencional, que sempre foram a pedra no sapato dos contrutores de barcos de fibra de vidro, estão com seus dias, finalmente, contados. A infusão a vácuo, uma tecnologia de injeção de resina em molde aberto, está chegando com tudo, e é o que há de mais moderno em laminação de cascos no mundo.
No que ela consiste?
Bem… Na infusão, todo o material (tecidos, espumas, fibras de vidro, etc) exceto a resina, é colocado no molde (que é o mesmo da laminação convencional) e ele é selado com um plástico superesistente, como se fosse uma forma de bolo. Depois, algumas bombas a vácuo são instaladas em lugares estratégicos do molde, para sugar todo o ar do seu interior. Na sequência, começa o processo de injetar a resina, feito com as mesmas bombas, só que, agora elas empurram a resina para dentro do molde. Pronto! Está finalizado o processo. É só esperar secar.
Parece simples, mas também não é bem assim. Veja aqui mais alguns detalhes sobre essa tal infusão.
- É 40% mais rápido de se construir um casco infundido do que pelo processo tradicional (incluindo o processo de secagem que, geralmente, não passa de 24 horas). Por isso, o custo final da embarcação também será menor
- O casco infundido fica com a metade do peso de um similar laminado pelo processo convencional, porque há uma redução de 50% na quantidade de resina
- A variação de peso na laminação de um casco para outro igual não chega a 1%. Ou seja, o padrão de construção em série melhora muito.
- Uma das poucas desvantagens da infusão é que, caso haja uma falha durante o processo, pode-se perder tudo o que já foi feito. Ou seja, perde-se o casco inteiro. Mas isso é raro.
- Depois de laminado, o barco se torna uma peça praticamente monobloco, ou seja, sem qualquer tipo de emendas e, portanto, bem mais resistente.
- Não há restrições em relação ao tamanho do barco a ser infundido. Mas, quanto menor for o casco e mais pontos de injeção ele tiver, mais rápido será o processo.
- Representa uma boa economia em mão de obra, já que este processo é mais rápido e simples, portanto não exige tantas horas de trabalho.
- Foi criada há pouco tempo e já trouxe grandes benefícios para a indústria náutica. Como o fim da emissão de estireno (um gás que ataca a camada de ozônio) e as falhas e bolhas de ar no casco, comuns no processo manual de laminação.”
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“Entre os processos, a infusão é um dos mais representativos. Segundo a Abmaco, esse sistema responde por 28% do total. O RTM representa 9%, sendo seguido por taxas pífias: filament winding (4%), BMC – Bulk Molding Compound – e laminação contínua (2% cada), pultrusão e SMC – Sheet Molding Compound (1% cada).
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“Neste processo para a fabricação de peças compósitas, em parte com geometrias complexas, é importante que a resina de suporte tenha uma viscosidade vantajosa. No caso de aberturas estreitas e longos trajetos de fluxo, as fibras de reforço devem ser impregnadas o mais rápido possível.”
Fonte¹: www.plasticomoderno.com.br
Fonte²: www.nautica.com.br
Fonte³: www.bayer-baysystems.com
Assista o vídeo para entender um pouco mais sobre este processo.
Produzido por Paulo Camatta, gerente executivo da ABMACO – Associação Brasileira de Materiais Compósitos este vídeo foi desenvolvido baseado nos cursos de capacitação operacional ministrados no CETECOM – Centro Tecnológico de Compósitos com o objetivo de disponibilizar inovações tecnológicas em processos de compósitos poliméricos termofixos. Este vídeo demonstra resumidamente o processo de infusão de resina a vácuo.
Fonte: www.youtube.com
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Bom… É isso aí. Espero que tenhamos agradado!
Para saber qual a melhor resina para ser utilizada no processo de infusão, entre em contato conosco:
site: www.poliresinas.com.br
e-mail: comercial@poliresinas.com.br
Tel.: 11 4343.6006
